sábado, 27 de maio de 2017

O Rito

A pele que me reveste é frágil
A sua maciez é uma lembrança tátil
Que os seus dedos não podem esquecer
Aquela imagem escura nada significa
Eu sei o que realmente te excita
E não ouso dizer.

Os movimentos dispersos no ato
Do nosso ritual casual inexato
Sujo, indigno, obsceno, profano
Um desejo completamente insano:
Sede de sangue humano.

Satisfaz meu vício com um gole de vida
Eu quero teus fluidos, suor e saliva
Amargo, salgado, molhado e quente
Olhos desertos, lábios entreabertos
Teu corpo não mente.