sexta-feira, 21 de abril de 2017

O porto, o própio.

Não desejo estar em nenhum outro lugar, não preciso de mais ninguém. Desde de que reinventei a tua presença tudo tem sido mais completo e grandioso. Sua explosão foi fundamental neste processo, sem ela seria mais difícil reconhecer sua autenticidade. Foi preciso que você queimasse vivo bem na minha frente para que enfim derretesse esse iceberg no meu peito. Talvez eu devesse me sentir culpada pelo inferno que passamos em alguns momentos, mas eu prefiro deixar minha consciência leve e dar ao mundo a melhor versão de mim mesma: Lua cheia que brilha no vazio da noite, escura e quente.

Quando confio em ti cegamente, quando leio teus pensamentos espontaneamente, quando durmo ao teu lado tranquilamente... Cada pedacinho da gente, tão raro e precioso. O tempo relativo, irrelevante, ainda assim assustador, nos traz de volta pra realidade. É um sonho real, com a beleza prometida e as dificuldades propostas. Estamos vivendo juntos, um dia de cada vez, caminhando por essa estrada longa, de baixo deste sol quente e ofuscante, sem desistir, sem abandonar um ao outro por qualquer miragem paradisíaca que possamos encontrar pelo caminho.

Tua energia positiva me afeta a todo o momento, não há nada que eu precise que tu não possa me dar, não há nada que tu não faça pra me ver feliz. Sem pedir nada em troca, sem pedir nenhuma prova, pedindo somente aquilo que se pode dar. Deixo registrado, tiro do abstrato, exponho em cada detalhe o sentimento que inunda meus pensamentos. Amor de todas as formas, em evidência, o próprio.